Safra de grãos de 2026 deve cair 0,6% e chegar a 344,1 milhões de toneladas, aponta IBGE

A safra brasileira de grãos, leguminosas e oleaginosas deve atingir 344,1 milhões em 2026, queda de 0,6% em comparação com 2025. É o que informou nesta sexta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ao divulgar a Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de fevereiro.

Ainda segundo o instituto, na comparação com a LSPA de janeiro de 2026, no entanto, a previsão que consta na LSPA de fevereiro foi 0,4% superior, um acréscimo de 1,4 milhão de toneladas.

O IBGE informou ainda que a área a ser colhida para a safra de 2026 ficou em 82,9 milhões de hectares, na projeção de fevereiro. Isso significa aumento de 1,6% em relação à área colhida em 2025; (crescimento de 1,3 milhão de hectares ante ano anterior); e aumento de 0,3% (acréscimo de 213.075 hectares) em comparação à projeção de janeiro.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos deste grupo, representam 92,8% da estimativa da produção e respondem por 87,5% da área a ser colhida, na safra desse ano.

Para a soja, a estimativa de produção, para a safra de 2026, foi de 173,3 milhões de toneladas. Esse patamar será recorde, caso alcançado, detalhou o instituto, e representa alta de 0,4% em comparação à estimativa anterior, do IBGE; com acréscimo de 4,3% em relação à safra anterior.

Quanto ao milho, a estimativa foi de 134,3 milhões de toneladas (28,9 milhões de toneladas de milho na 1ª safra e 105,4 milhões de toneladas de milho na 2ª safra). A projeção total da produção de milho, na LSPA veiculada hoje, é 5,3% menor que a safra passada. Para milho primeira safra, a estimativa é 12,2% acima de 2025. Para o milho safrinha, é 9,1% menor em comparação à safra anterior.

O instituto detalhou ainda que, na safra 2026 ante safra 2025, estão previstos acréscimos, na área a ser colhida, de 0,8% na da soja, de 2,4% na do milho (altas de 9,5% no milho 1ª safra e de 0,6% no milho 2ª safra) e de 0,5% na do sorgo. Em contrapartida, estão sendo estimados declínios de 5,8% na área a ser colhida do algodão herbáceo (em caroço); de 6,3% na do arroz em casca; e de 2,5% na do feijão.

Fonte: Globo Rural

Redação Pec&AgrBr

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