Alinhamento inédito da pecuária entre Brasil, Estados Unidos e Austrália deve redefinir mercado global de carne
Um fenômeno inédito na história recente da pecuária mundial promete alterar significativamente o mercado de carne bovina nos próximos anos. Pela primeira vez, os três maiores exportadores globais — Brasil, Estados Unidos e Austrália — apresentam um alinhamento em seus ciclos de produção, o que pode trazer consequências diretas para a oferta, a demanda e os preços internacionais do produto.
Tradicionalmente, cada país seguia ritmos distintos em função de fatores como clima, manejo de rebanho, custos de produção e dinâmica de mercado. No entanto, especialistas apontam que, em 2025, os três gigantes da exportação se encontram no mesmo estágio de ciclo pecuário, caracterizado pelo aumento na retenção de fêmeas e consequente redução imediata da oferta de animais para abate.
Esse alinhamento tende a provocar uma pressão simultânea sobre a disponibilidade global de carne bovina, impactando os países importadores e abrindo espaço para reajustes de preços. Além disso, a sincronia pode influenciar acordos comerciais, estratégias de estocagem e políticas de abastecimento em diferentes continentes.
Analistas do setor avaliam que a movimentação é estratégica não apenas do ponto de vista econômico, mas também geopolítico, já que o mercado internacional de proteínas animais é sensível a variações de oferta. A expectativa é que a situação crie um cenário de maior previsibilidade para os exportadores, mas também de maior competitividade entre eles na busca por novos mercados consumidores.
Embora ainda seja cedo para mensurar todos os efeitos, o alinhamento inédito reforça a importância da pecuária como fator central na segurança alimentar mundial e pode redefinir a dinâmica do comércio de carne bovina até o final da década.

