Governo anuncia Plano Safra 2025/26 e pacote de socorro ao tarifaço, mas agro vê medidas como paliativas

O governo federal anunciou, nas últimas semanas, duas medidas voltadas ao agronegócio: o Plano Safra 2025/26 e um pacote de socorro para mitigar os impactos do chamado “tarifaço” sobre exportações. As ações foram apresentadas em tom otimista pelas autoridades, que destacaram investimentos e linhas de crédito ampliadas para o setor.

Apesar do discurso oficial, especialistas e lideranças do agro avaliam que as medidas estão longe de resolver os principais entraves da produção e da competitividade brasileira. Segundo eles, a falta de investimentos em infraestrutura, a carga tributária elevada e a instabilidade regulatória seguem como os principais obstáculos ao crescimento sustentável do agronegócio.

No caso do Plano Safra, os produtores reconhecem a importância da iniciativa para garantir financiamento da safra 2025/26, mas apontam limitações no acesso ao crédito, sobretudo para pequenos e médios agricultores. Já em relação ao pacote de socorro ao tarifaço, a avaliação é de que se trata de uma resposta emergencial, que alivia parte dos custos imediatos, mas não elimina a insegurança em relação ao comércio exterior.

As entidades representativas do setor cobram do governo soluções mais estruturais e de longo prazo, como políticas consistentes de logística, modernização de portos e estradas, além de negociações comerciais mais firmes para ampliar a competitividade brasileira no mercado internacional.

Redação Pec&AgrBr

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