Morte súbita do braquiarão desafia produtores rurais em todo o país

A morte súbita do braquiarão tem tirado o sono de produtores rurais por todo o Brasil. A situação afeta diretamente a alimentação do gado e compromete a sustentabilidade da pecuária, especialmente entre os pequenos pecuaristas. É o caso de Bruno Madeira, de Santo Antônio do Rio Abaixo (MG), que mesmo adotando práticas adequadas como correção de solo, adubação e pastejo rotacionado, viu sua pastagem desaparecer de forma repentina e inexplicável.

A preocupação é crescente e o tema foi abordado nesta quinta-feira, 3 de abril, no quadro Giro do Boi Responde, exibido durante o programa Giro do Boi. Para esclarecer a questão, o engenheiro agrônomo Wagner Pires, pós-graduado pela Esalq-USP e especialista em pastagens, explicou que o problema tem múltiplas causas e, infelizmente, ainda não tem cura.

Segundo o especialista, a chamada “morte súbita” do braquiarão não é causada por um único fator, mas por uma combinação de elementos que, somados, comprometem a saúde da planta. Entre as causas estão:

  • Manejo incorreto da pastagem

  • Excesso de umidade no solo

  • Ataque de cigarrinhas-das-pastagens

  • Presença de fungos no solo

  • Adensamento da área e ausência de diversificação de espécies

“A morte súbita é resultado de uma série de fatores que se acumulam ao longo do tempo. E quando o produtor percebe, já é tarde. Não há cura. A única solução é trocar o capim”, alertou Pires durante a transmissão.

Diante do cenário, a recomendação técnica é clara: o produtor deve substituir a forrageira. De acordo com Wagner, há duas alternativas viáveis: escolher uma variedade de braquiária mais resistente ou optar por espécies do gênero Panicum, que apresentam maior tolerância a algumas das condições adversas enfrentadas pelo braquiarão.

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Redação Pec&AgrBr

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