Avanço da bicheira-do-Novo Mundo agrava cenário já pressionado por crise sanitária e tensões comerciais
O avanço da bicheira-do-Novo Mundo, parasitose que afeta o gado e causa graves perdas econômicas, adiciona uma nova camada de preocupação a um cenário já marcado por desafios sanitários e comerciais para a pecuária. A doença, provocada por larvas de moscas que se desenvolvem em feridas nos animais, tem registrado aumento de casos em diversas regiões produtoras, gerando alerta entre autoridades e produtores.
A crise ocorre em paralelo à presença da gripe aviária, que afeta a avicultura e impõe restrições ao comércio internacional de carne de frango, e ao bloqueio do gado mexicano, medida que interrompe fluxos comerciais e afeta a oferta no mercado. Somam-se a isso as tensões com o maior exportador de carne do planeta, em um contexto de disputa comercial que pressiona preços e margens do setor.
Especialistas apontam que a combinação de crises sanitárias e embargos pode gerar impactos significativos na balança comercial e na competitividade brasileira no mercado global de proteína animal. Produtores e autoridades reforçam a necessidade de medidas coordenadas, que vão desde o controle sanitário e vigilância epidemiológica até a negociação de acordos internacionais para mitigar os efeitos das restrições.
A expectativa é que órgãos de defesa agropecuária intensifiquem campanhas de prevenção e controle da bicheira-do-Novo Mundo, ao mesmo tempo em que buscam estratégias para conter os prejuízos causados pela gripe aviária e pela guerra comercial em curso.

