Lúcia Maggi, a “rainha do agro”, acumula R$ 7 bilhões com soja e logística, mas mantém vida simples no Mato Grosso

Pouca gente reconhece seu rosto, mas Lúcia Borges Maggi é uma das personalidades mais influentes do agronegócio brasileiro. Conhecida como “rainha do agro”, ela construiu, ao longo de décadas, uma fortuna estimada em R$ 7 bilhões por meio de um império que integra produção, logística e exportação de soja para mercados da Europa e da Ásia.

Nascida em Três Cachoeiras (RS), Lúcia começou a trajetória empresarial ao lado do marido, André Maggi, em São Miguel do Iguaçu (PR). Na época, o casal administrava uma pequena serraria e plantações de feijão. Sem consultoria ou apoio técnico, apostaram na soja quando poucos acreditavam no potencial da cultura no Brasil. Lúcia desempenhou papel central na organização e gestão financeira do negócio, definindo estratégias que impulsionaram o crescimento.

Nos anos 1980, a família mudou-se para o Mato Grosso, região então pouco explorada para a agricultura em larga escala. Ali, expandiram a produção e investiram em infraestrutura própria: silos, usinas, portos e centros de distribuição. Essa estrutura permitiu à empresa — hoje a Amaggi — controlar toda a cadeia, do plantio à exportação, consolidando-se como uma das maiores holdings do setor.

Mesmo após a morte do marido, Lúcia manteve-se influente nos bastidores, sem conceder entrevistas ou buscar exposição pública. Atualmente, continua vivendo em Rondonópolis, no mesmo estilo simples de sempre, distante de ostentações, apesar de comandar um dos maiores impérios agrícolas do país.

Redação Pec&AgrBr

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