EUA liberam gasolina com mais etanol e impulsionam demanda por milho
A EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) autorizou, em caráter emergencial, a venda de combustível com maior teor de etanol, diante da alta no preço do petróleo. A agência permitirá a venda de E15, gasolina com 15% de etanol, entre 1º e 20 de maio sustentando a demanda interna pelo grão norte americano.
O anúncio ocorre em um momento de forte pressão sobre o governo, com a alta dos preços do gás associada ao conflito no Irã ganhando dimensão política e afetando o presidente Donald Trump. Ao mesmo tempo, há sinais de desgaste no apoio dos agricultores, um grupo estratégico que foi decisivo para levá-lo à Casa Branca em duas eleições.
Durante discurso, o administrador da agência ambiental, Lee Zeldin, afirmou que a prioridade do governo é garantir energia acessível às famílias americanas. Segundo ele, a atual gestão já avançou nesse objetivo ao longo do primeiro ano e pretende manter esse ritmo.
A medida foi divulgada poucos dias antes da expectativa de anúncio de mudanças nos requisitos de mistura de biocombustíveis, um tema central para as políticas energética e agrícola dos Estados Unidos. Críticos alertam que as alterações podem trazer impactos negativos para o clima.
O setor de biocombustíveis e o agronegócio mantêm uma disputa constante com as refinarias de gás em torno dessas regras. Enquanto as refinarias defendem percentuais menores de mistura, produtores de soja e milho, além das usinas de biocombustíveis, pressionam por índices mais elevados.
Na Bolsa de Chicago, os preços futuros da soja reagem trabalham no campo positivo com alta, em que o contrato futuro para entrega em maio registra alta de 0,21%. Já o óleo de soja tem ganho de mais de 1% na sessão desta quinta-feira (26).
No porto Paranaguá, a saca de 60 quilos de soja registrou queda de 0,69%, cotada a R$129,25 em que a alta acumulada no mês é de 1,91%.
No caso do milho, os vencimentos futuros trabalham com queda de 0,11% depois de registar alta de mais de 1% no dia anterior.
Fonte: CNN Brasil Agro

