Cientista Mariangela Hungria entra na lista dos mais influentes do mundo

A pesquisadora Mariangela Hungria, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi incluída na prestigiada lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista TIME. Hungria, que atua na Embrapa Soja, em Londrina (PR), foi reconhecida por seu trabalho pioneiro com bioinsumos, tecnologia que permite às plantas capturarem nitrogênio diretamente do ar, eliminando a necessidade de fertilizantes químicos sintéticos.

O trabalho da cientista brasileira é um marco para a sustentabilidade e eficiência econômica do setor agrícola. Ao substituir fertilizantes derivados de combustíveis fósseis por micróbios fixadores de nitrogênio, a tecnologia desenvolvida pela pesquisadora gera uma economia estimada em US$ 25 bilhões anuais para os agricultores do Brasil.

Impacto ambiental e liderança na soja

A inovação liderada por Mariangela Hungria traz resultados diretos no combate ao aquecimento global. Ao evitar o uso de químicos tradicionais, o processo impediu a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²) equivalente. Esse volume representa uma contribuição massiva para a agricultura de baixo carbono no país.

Atualmente, a eficácia da biotecnologia é comprovada no campo: cerca de 85% de toda a soja cultivada em território brasileiro utiliza essa tecnologia. O uso desses bioinsumos promove uma integração harmônica com o ecossistema, ao contrário dos fertilizantes sintéticos, que frequentemente sofrem lixiviação e contaminam lençóis freáticos e rios.

A inclusão de Mariangela Hungria ao lado de outras figuras de destaque, como o ator Wagner Moura e o cientista Luciano Moreira, reforça o papel do Brasil na liderança da transição verde. Luciano Moreira , pesquisador da Fundasção Oswaldo Cruz (Fiocruz) , lidera no Brasil o World Mosquito Program (WMP) . O projeto é focado no combate a arboviroses como Dengue, Zika e Chikungunya utilizando uma solução biológica inovadora: a bactéria Wolbachia.

O método consiste em introduzir essa bactéria — que já vive naturalmente em cerca de 60% dos insetos, mas não no Aedes aegypti— no mosquito transmissor. Uma vez presente, a Wolbachia impede que os vírus se desenvolvam dentro do inseto, bloqueando a transmissão para os seres humanos.

Fonte: Band

Redação Pec&AgrBr

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